Um olhar traçado e compreendido pela psique de Pequena Laverne, uma boneca de instante, posta em porcelana, trapos e seu pequeno diamante, que desenha seu paralelo entre seus planos fantasioso e absoluto.

sábado, 7 de novembro de 2009

Das Lembranças:

Foto: Andy Goldsworthy

Ber-linda recaída:

Naveguei pr'aquele antigo porto, seguro firme
Ancorada na deriva da lembrança.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

{Don't Swallow Me}


Louise Bourgeois

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fim-do meu inverno:

Da bênção das existências e consistências.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

De um ponto terminal:

A catar(-)se:

Na paralela escorregadia, ela nutria sua anistia e consistia. Foi seguindo ali o seu caminho, entre as virtudes, as vias e os desvios, oscilando em novo ninho, até que fez-se o dia em que já seguia em diciplina.
Assombrou-lhe aquele timbre que des-perto era o grito de um tresmalho: O disparo enredou ao seu lado o sangue, que desenhou-lhe a euforia enquanto emergia a asfixia da falsa alegria. No final do dia, destoada energia em falso jubilo não se percebia enquanto ria.
A chuva anunciava a bênção que se erguia, e lavava então os desatos e agonias. Ela corria e então se desfazia: em lágrimas, assimilou e derramou suas antigas poesias.


`As 9:30 do dia 20/08/2009, na Rua Pedro Christi, um homem foi baleado em plena luz do dia, na frente de todos. O assassino não foi encontrado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Da Toca:

Não era um tanto de nada, mas ali tudo era sentido:
A água, a bênção, a luz e o fruto em simbolo naquele en-canto dia/gramado.
Os vinte anos de presentes passados:
Dos cinquenta e por ali.
Os desfoques e os focos no ludico e onírico.
E de lá, prateleiras de contagotas das nobres mentes e componentes.

Sobre a Mediocridade:

“Ceux de qui la conduite offre le plus `a rire
Sont toujours sur autri les premiers `a medire”.

Moliére.

[Válida Reflexão: ]

“Desprovidos de asas e de penacho, os caractéres mediocres são incapazes de voar até um píncaro, ou de lutar contra um rebanho. Sua vida é uma perpétua cumplicidade `a vida alheia. São hostes mercenárias do primeiro homem firme que saiba colocá-la sob o seu jugo.

São refratárias a todo gesto digno; são hostis a isto. Vivem dos outros e para os outros: Carecem de luz, de arrojo, de fogo, de emoção. Tudo, neles, é emprestado".

I – A MALEDICÊNCIA

O maledicente, covarde entre todos os envenenadores, está certo de sua impunidade: por isso, é despresível. Não afirma: insinua; chega até a desmentir imputações que ninguém faz; contando com a irresponsabilidade de fazê-las dessa forma. Mente com espontaneidade, como respira. Sabe selecionar o que vai convergir com a detração. Diz, distraidamente, todo o mal de que não está seguro, e cala, com prudencia, todo o bem que sabe. Não respeita as virtudes intimas, nem os segredos do lar, nada: injeta a gota de peçonha que assoma como uma erupção aos seus lábios irritados, até que, de toda boca feita em pústula, o interlocutor espera sair, em vez de lingua, um estilete.

Sem covardia, não há maledicência. Aquele que pode gritar, face a face, uma injúria, aquele que denuncia em voz, aquele que aceita os riscos dos seus dizeres não é maledicente. Para sê-lo, mister se faz que trema diante da idéia do castigo possível, e que se oculte sob o disfarce menos suspeito.

O hábito pode tornar-lhes fácil a malignidade zombadora, mas esta não se confunde com a ironia sagaz e justa. A ironia é a perfeição do engenho, uma convergência de intenção e sorriso, aguda na oportunidade, justa na medida; é um cronômetro, não anda muito, mas anda com precisão.

O mediocre ignora isso. É-lhe mais fácil ridicularizar uma ação sublime.”

II – A VAIDADE

“O vaidoso vive comparando-se com os que o rodeiam invejando toda excelência alheia, e carcomendo toda reputação que não pode igualar; o orgulhoso não se compara com os que julga inferiores, e põe seu olhar em tipos ideais de perfeição que estão muito alto, e inflamam o seu entusiasmo.

O orgulho, subsolo indispensável da dignidade, imprime aos homens certo belo gesto que as sombras censuram. Por isso, o babélico idioma dos vulgares emaranhou a significação do vocabulário, acabando por ignorar a gente se ele designa um vício ou uma virtude.
Tudo é relativo. Se há méritos, o orgulho é um direito: se não há, trata-se de vaidade."


O Homem Mediocre- José Ingenieros

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Das Existências e Re'xistências























Ilustração vencedora do Prêmio Arte Forum > Outono 2010

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Toca: Sofia

Passar dos Passados:
M'olho: Re-entorno dos meus passos, espaços, compassos e descompassos:

You Don't Know Me

"You don't know me
Bet you'll never get to know me
You don't know me at all
Feel so lonely
The world is spinning round slowly
There's nothing you can show me
From behind the wall
Show me from behind the wall.."




terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ensina-me a

Vi-da
minha,
Alma:
Amada,
minha,
Ensina-me a amar,
a querer:
o Bem,
meu bem,
querer.

Meu benzinho,
Ser-me
semeado,
brotada em mim,
em minha Luz,
é Luz de mim-
Alma minha,
Reflexo meu
e somos: Uma.
E uma é outra:
Sou sua também,
em synbiosis
Filha, minha:
Nos,(s)os nós.

terça-feira, 28 de julho de 2009

-us

Devolveu seus antigos seus e eus aos seus respectivos eus e aos seus.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Pathos

Mira Schendel

Olha pra mim, Você.............
Pára de olhar pra minha calça- olha pra mim.............


Esta aqui sou eu:
Sou filha da encruzilhada, e aprendí a deslizar no gelo de pequena.

domingo, 19 de julho de 2009

Sus

Mira Schendel

Com tatos revisito fragmentos e reflito o olhar antigo ali re'leito.
Nesse agora dentro em outro tempo espaço,
insuflo afeto e reafirmo a minha essência:
Alumio
e signo meu desígnio:
Traço.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Caderno Afetivo

Mira Schendel


"A wounded voice needs a body -by definition mute- "
Luiz Pérez Orama

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cara Estranho

quarta-feira, 3 de junho de 2009



Recebí via email este vídeo junto com o texto abaixo:

"Em uma estação do metrô, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada um homem, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3milhões de dólares. Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte".

terça-feira, 26 de maio de 2009


domingo, 24 de maio de 2009

Reflexiva Verossimilhança:

Amor não é relação, é Amor. É uma busca de Tradição, fazer Amor é prece. É um universo dentro de cada interior alcançado. Exteriorizá-lo é incongruente. Amar é disciplina. Mas hoje, disciplina é matéria, não Espírito, e mesmo assim, somos todos indisciplinados. Pecado é desmerecê-lo: Ele é agradecimento e merecimento. Personalizar o Amor não é amar. Quem o alcança, ama o Amor, não o amante, porque o desígnio não é amar o ser, mas o Ser Amor. Mesmo que se ser violento ou despreparado, mesmo que se Ele incompreensível, é puro se interior. Mesmo que depois se procure outro e significado, que a busca se entorne e outra, nunca rejeite ou desmereça o Amor presenteado.
Ser Amado é Ser abençoado, mesmo sendo outro que do seu e passado: Pro outro, mesmo sendo passado, foi presente: Dado.
E quando tudo já é outro: Cuidado com o Amor: Cuide do Amor do outro, porque mesmo que incompreendido, ele é e sempre foi: Perfeito.

sábado, 16 de maio de 2009

Sem mais Nadas


Se um novo olhar entre sem palavras. Cem mais pra quê?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Respyro et gyro

(Foto: Autoria desconhecida por mim)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Arte destrutiva

(é evidente; Kenneth Kemble)
Re-cordes au Conde Jácula:
"As cabras observavam o visconde com seu olhar fixo e inexpressivo, cada uma em posição diferente mas todas juntas, com os dorsos arrumados num estranho desenho de ângulos retos.
- Meu filho! - gritou a ama Sebastiana e levantou os braços - Infeliz!
- Procura borboletas noturnas milorde? - perguntou o doutor;
Respondeu com um fio de voz - não exatamente borboletas... Fogos-fátuos, sabe, fogos fátuos... Há tempos, isso é objeto de meus estudos;
-Enquanto estudioso o senhor merece alguma contribuição - disse-lhe. - Pena que este cemitério, abandonado como anda, não seja um bom campo para os fogos-fátuos. (..)
Tem que esquecer o fim para o qual servirão. Olhe-os só como mecanismos. Vê como são bonitos?"
O Visconde partido ao meio; Ítalo Calvino

(Obra destruída; K. Kemble)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Das viagens ao seu interior:

Da atmosfera que em sonho um dia:
Fui pedir um corpo d’água, em meio à minha jornada. Parei com a alma em barro, e dei de cara com seu dentro:
“Ô de casa!” “Quem?” “É água, dá pra ajudar alguma?” “Não sei. É sede?” “Vem sendo.” “Tem pouca.” “Dá tudo?” “Como?” “Assim:”
“Ai..” “Isso.. Calma, sou água, sua; [sou] só..” “Mas quer silêncio ou quer asa?” “Asa: Era uma vez sou ela.” “Não sei. Sou homem.” “É?” “Sim, sou Ser.” “Também.”
“Penso que tenho alma, espírito, corpo, luz.” “Tem?” “Sim.”
“Pensei ser felicidade sua. Sou toda, tudo: isso. Coisa: sou tudo menos.” “Eu entendo.” “Eu sei. Mas o que sou então?”
“Sonho, fantasia e luz.”

sábado, 18 de abril de 2009

Traços minha história

Cada linha em meus traços é uma história que eu tenho pra não te contar.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Shot in the back of the head





Music by: Moby
Directed by: David Lynch



O GRITO E O DISPARO:

O des-encontro amoroso entre um homem que se fragmenta entre membros, punhos e armas e o espectro de uma mulher sem corpo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Hýstera


quinta-feira, 2 de abril de 2009

Somnio Ou Tópos

*Marina Abramovich*
..


Pequeno léxico de palavras incompreendidas:
.
A traição. Desde nossa infância, papai e professor nos repetem que é a coisa mais abominável que se possa conceber. Mas o que é trair? Trair é sair da ordem. Trair é sair da ordem e partir para o desconhecido.
O objetivo do que seguimos é sempre velado. O que dá sentido à nossa conduta é totalmente desconhecido para nós.
..
11
Olhava para Thomas. Não tinha os olhos fixos nos dele, mas uns dez centímetros acima, nos cabelos, que exalavam o cheiro de sexo da outra.
Ele a pegou pelo braço e a levou para uma praça onde costumavam passear alguns anos atrás, e disse: "Eu a entendo. Sei o que vc quer. Está tudo arranjado. Agora, você vai ao monte Petrim. Quando chegar lá, você vai entender".
Teresa não tinha vontade nenhuma de ir, mas não podia desobedecer a Thomas.
..
Finalmente chegou ao topo, e lá viu alguns homens. Quanto mais se aproximava, mais diminuia seus passos. Estavam imóveis, ou iam e vinham lentamente. Irradiavam uma cordialidade indulgente. Um deles segurava um fuzil. Ao ver Tereza, fez-lhe um sinal e disse com um sorriso: "Sim, é aqui". Ela o cumprimentou, terrivelmente encabulada.
.
O homem com fuzil acrescentou: "Para que não haja erro, é mesmo a sua vontade?"
Seria fácil dizer dizer "não, não é a minha vontade"; mas lhe era impossível trair a confiança de Thomas. Então disse: "Sim, claro, é a minha vontade".
.
13
Um dos assistentes aproximou-se de Tereza sem uma palavra. Levava na mão uma venda azul-escura. Ela então sacudiu a cabeça, e disse: "Não, quero ver tudo".
Mas não era essa a verdadeira razão de sua recusa. Dizia a si mesma que no momento em que seus olhos estivessem vendados estaria na antecâmara da morte, sem esperança de volta. O homem não tentou coagi-la e segurou-a pelo braço. Ninguém a apressava, mas sabia que de qualquer maneira não poderia escapar. Percebendo à sua frente um castanheiro em flor, aproximou-se.
O homem levantou o fuzil. Tereza sentia-se sem coragem. Estava desesperada com sua fraqueza, mas não podia controlá-la.
.
E então, disse:
.....Não, não é minha vontade!
Trechos: Milan Kundera

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Questa è la mia vita



Jean-Luc Godard (1962)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Petite Citation

Garçon de Rêve cite:

''Le premier symptôme de l'amour vrai chez un jeune homme, c'est la timidité, chez une jeune fille, c'est la hardiesse.''


Victor Hugo

quarta-feira, 25 de março de 2009

Valentias





Simon Boulenger

sábado, 21 de março de 2009

Das Ignorãnças

Eu vim pra cá sem coleira, meu amo.
Do meu destino eu mesmo desidero.
Não uso alumínio na cara.

.Sou puxado por ventos e palavras.
(Palestrar com formigas é lindeiro da insânia?)
1.5
Eu sei das iluminações do ovo .
Não tremulam por mim os estandartes.
Não organizo rutilâncias
Nem venho de nobrementes .
Maior que o infinito é o incolor.
Eu sou meu estandarte pessoal.
Preciso do desperdício das palavras para conter-me.
O meu vazio é cheio de inerências.
Sou muito comum com pedras.
.......................................... (O que está longe de mim é preclaro ou escuro?)

Manoel de Barros

Rio das Dores

(Foto: olhares.com)

Entrelaço nosso,
Núcleo

sexta-feira, 20 de março de 2009

Cós

A solitária pulsação do cristalino dele, homem amoroso por ela calunga, aquela que de pano e porcelana, muda,
vira e se contorce estática se estica em costura-da expressão,
e vibra o fio n'uma sintonia silenciosa que só deles.
Em meio ao des-a-fio, a magia inexistente dos tempos secos.
No silêncio que cinje pelo vácuo da antecâmara, ela o tira para uma valsa em desalinho. Ou seriam dez, desconsertos ou desses dons da loucura?
Aquela valsa é um ensaio de amor com fi[n]ado, desconfio..

Maybe Better Never Get to Know Me

[Or listen to my incorporated lyrix here*:]

"I hear they say
Expect the final blast-

Nine out of ten movie stars make me cry

I'm alive alive alive alive" *

Caetano veloso - You don't know me
* Caetano Veloso

quinta-feira, 19 de março de 2009

A-PARTO MEU A-FETO



Da diretora: Stephane Sednaoui

quarta-feira, 18 de março de 2009

Su(l)cos

MOCKING BIRDS

domingo, 15 de março de 2009

My mistakes were made for you


About as subtle as an earthquake, I know
My mistakes were made for you

And in the back room of a bad dream, she came
And whisked me away, enthused

And it's solid as a rock rolling down a hill
The fact is that it probably will hit something
On the hazardous terrain

And we're just following the flock 'round
And inbetween, before we smash to smithereens
Like they were, and we scrambled from the grain
And its the fame that put words in her mouth
She couldn't help, but spit 'em out
Innocence and arrogance entwined
In the filthiest of minds

She was bitten on her birthday, and now
A face in the crowd, she's not
And I suspect that now, forever the shape
She came to escape, it's forgot
And it's a lot to ask her not to sting
Give her less than everything
Around your crooked conscious she will wind

'Cos we're just following the flock 'round
And inbetween
Before we smash to smithereens
Like they were, and we scramble from the grain
And it's the fame that put words in her mouth
She couldn't help, but spit 'em out
Around your crooked conscious she will wind
And it's a lot to ask her not to sting
Give her less than everything
Innocence and arrogance entwined 

terça-feira, 10 de março de 2009

Pas Si Simple

* Se seu navegador for Firefox ou similar, ouça a trilha Aqui *.

domingo, 8 de março de 2009

Metanoia


Mulher diz:
Nosso palco, meu teatro.


quinta-feira, 5 de março de 2009

Ramo Torto

Mas se flor não é espírito e nem é morta, só torta,
e quem vive a flor é ela,
e se ela sempre foi a ela e foi tudo é lá e ainda ´qui agora,
e-lá-sombra e finca.
E a namorada é sempre outra;
Agora, é outra:
Que a namorada nem pra ficar.

Ficaria se em vida ela já e ainda: Assombração?
Se seu entraçalho de estranhas são de tantas,
Se sua flor é ela, se é dela-
Amarga, ri d'ela.
Se doente nunca foi de uma e sim de ramos,
e todas são sintomas.

E agora ela, a namorada, parte dela:
Porque nunca viu tal margarida.
Porque é ela a ela e não a outra.

aParto, aMargarida.

Asas-sina.
(Água Viva)

terça-feira, 3 de março de 2009

Ines Partiu

If unable to visualize, listen to script-track on mp3tube here.



Ao lado do edredon branco, outro bilhete:


"Era palha de entranha dela, a corda que usava pra amarrar meu calcanhar. Teceu com aquilo fio e amarrou em mim uma guia, perverso a-perto até me sufocar.

Por fim, vou liberta do so~turno conto do seu pau; ou m
elhor
Posto:
pai.

Rumo agora ao Sol".

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Most Probably

Greetings from the 80´s:
White trousers with vests, shoulder pads with lyrics >>
Fits you?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sistema: /Co-r/ Rompido

Da necessidade dos ajustes para integração ao Sistema:

<. Relato:_ .>

Processamento ideal: Dual Cor_e.

<< .Há de se ter cuidado com o que se programa. >>
Uma mentira repitida mais de cem vezes, passa a ser crível o suficiente para ser considerada atualização:
O Sistema sempre absorve_>
://abrem-se_versoes_para_englobar_os_.desajustes./
Os novos feeds serão atualizados em real time pelos lacaios:
[worms:] = < .grãos de comandos. >
Versão periférica: .√10−6.
Para os rompantes > .penalidade.
>>_Mudanças nos códigos serão consideradas vírus.
Sistematicamente: achatados.

Extensões: ://.Aşk% e .Storge%/
<<. desatualizadas/nao_executaveis_ .>>
Atualização: //.prag-ma%/

Comando final:
> System_ > Shut Down.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Wash up my Dreams


Cliffhangers in marshmallow bruises.
.
{Hasn´t she always hallowed her allegories..?}

Stay Lightened

"[..] A sweep is as lucky
As lucky can be:
Good luck will rub off when
I shake 'ands with you
Or blow me a kiss
And that's lucky too

Now as the ladder of life
'As been strung
You may think a sweep's
On the bottommost rung

Though I spends me time
In the ashes and smoke
In this 'ole wide world
There's no 'appier bloke

Up where the smoke is
All billered and curled
'Tween pavement and stars

When the's 'ardly no day
Nor 'ardly no night
There's things 'alf in shadow
And 'alf way in light"



R. Sherman

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Electropanis

My loverboy runs on batteries. Showered with tiny little hearts, it purrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrs ..
___________until
________________ _I
___________________ssssssssssmile...

sábado, 31 de janeiro de 2009

The Boy Who Cried Wolf

A shepherd-boy, who watched a flock of sheep near a village, brought out the villagers three or four times by crying out, "Wolf! Wolf!". When his neighbors came to help him, he laughed at them for their pains.
The Wolf, however, did truly come at last. The Shepherd-boy, now really alarmed, shouted in an agony of terror: "Pray, do come and help me; the Wolf is killing the sheep!"; but no one paid any heed to his cries, nor rendered any assistance. The Wolf, having no cause of fear, at his leisure lacerated or destroyed the whole flock.

Aesop.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo

domingo, 18 de janeiro de 2009

Espiral

sábado, 17 de janeiro de 2009



* Painel para a designer e sapateira deLuxe Raouda Assaf .

Trés cool seus sapatinhos...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Venuvens






sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Lilith


"Sou todas essas coisas, embora o não queira, no fundo confuso da minha sesnibilidade fatal".


F. Pessoa

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Jus


Uma reflexão para se iniciar 2009:



A Parábola dos Talentos


Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus três servos e lhes confiou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro, dois, e a outro, um. A cada um segundo a sua própria capacidade, E então, partiu.

O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a prestar com eles e ganhou outros cinco.
Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dote confiado a ele pelo seu senhor.


Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo : "Senhor , confiaste-me cinco talentos. Eis aqui outros cinco talentos que multipliquei". Disse-lhe o seu senhor: "Muito bem, servo bom e fiel. Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei". E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: "Senhor, dois talentos me confiaste; Aqui tens outros dois que multipliquei". E disse-lhe o seu senhor: "Muito bem, servo bom e fiel; Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei".
Chegando, por fim, o que recebera um talento, e disse: "Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; toma aqui o que é teu".
Respondeu-lhe, porém, o senhor: "Servo negligente e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o dinheiro que lhe foi confiado aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes".


(Mt 25, 14-29)


>> Com-Fio-Te.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sýn Biosis


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008


domingo, 14 de dezembro de 2008

Round Trip: A Pureza do Castelo


A lucidez do instinto opôs o instinto da lucidez: *



* Octavio Paz




A Pureza do Castelo II




Aequilibriu

"I Need desobedience"; Bernard Venet
*secretextabove*







The Immaterial balances my Infinite.




terça-feira, 9 de dezembro de 2008

S´a Kura

Pequeno léxico essencial em fluidas esperanças:

Asas:


Ilusão Cristalina


Vênus aos Traços Sujos


Estudo de traço a nanquim.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008


No final, você não levou minha alma pra conhecer o seu tronco enraizado na aclimação, me disseram que é por ali que se desvia da liberdade.
Nem você conheceu minha caixa secreta de lápis: tenho todas as gamas de luzes e sombras, do 9 B{reu} ao invisível e todas as cores ali escondidas, guardadas em minha alquimia. E{s}coando em minha arquinha de Pandora lapido texturas, as sinuâncias, os preclaros. Você sabe, te ilustro no escuro, sem te ver. Transponho tudo por este secreto.
.
Este fluido colorido.. ainda é o meu leito.
.
.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Petiscos Petit Bourgeois

06/07
Social-eyes with Dark Eyes Vodka; J. Saudek



Do desapego mutante d´uma geração retrógrada e individualista fundamentada nas fraudes pós-modernas, o barroco é implícito unicamente no quesito atrofio em coração e ansiedades. Formamos uma geração criada e alimentada na cultura pop-noveleira da boa década de 80. Nossas terapias existenciais são sussuradas a respiros entre bocas de quaisquer amigos e intensos amantes mal-amados.
Nas tardes livres agrupam-se os solitários, maturadas por entorpecentes sumos chilenos e italianos, entre outros pormenores regionais, e a conversa incendeia em torno da auto-sustentabilidade do caos atual, todos sentados em confortáveis sofás de chinchilas vivas a nos roer os sonhos e os ronronantes siameses nos rondando enquanto comparados a minks. O vácuo estampado nos olhos dos presentes apresenta o vigésimo-quarto frame em intolerância subliminar, como na campanha da happiness factory da década baby-boom americana. A novidade virtual não é mais novidade, é o chip já implantado
-virtualmente- .
Todos assimilam este conjunto, sorriem, e mais uma taça é servida. O limbo é vago e entediantemente ..
saboroso.

Sine Qua Non

Deep Devotion of Veronika; J. Saudek


Fantasio o meu fugitivo dedicando-me uma rosa.
Ao abrir os olhos, percebo o seu rastro de silêncio, gritante.
O meu so turno não consegue Sol-dar-se.
Prefere minguar em velo.
Que entrou em mim com toda a sua raiva mortal,
e só o que pude lhe dizer foi:.

Amor.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

up into the silence the green

(A silent kiss from a sunlit friend) :: regalo de um novo amigo):

- sobre o seu silêncio de todos os dias, disse.

"up into the silence the green
silence with a white earth in it

you will(kiss me)go

out into the morning the young
morning with a warm world in it

(kiss me)you will go

on into the sunlight the fine
sunlight with a firm day in it

you will go(kiss me

down into your memory and
a memory and memory

i)kiss me,(will go) "


E. E. Cummings

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

maggie and milly and molly and may

Retórica ao novo amigo:

[may be me]

"maggie and milly and molly and may
went down to the beach(to play one day)

and maggie discovered a shell that sang
so sweetly she couldn't remember her troubles,and

milly befriended a stranded star
whose rays five languid fingers were;

and molly was chased by a horrible thing
which raced sideways while blowing bubbles:and

may came home with a smooth round stone
as small as a world and as large as alone.

For whatever we lose(like a you or a me)
it's always ourselves we find in the sea "


E. E. Cummings

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Pantice

Portinha de Ludus:

Em uma pequena loja de brinquedos...


domingo, 23 de novembro de 2008


.............................................................

. . Oriente minha essência . .
.
.

domingo, 26 de outubro de 2008

A-porto Esperança:

NY 1927 em Óneiros...................................

sábado, 25 de outubro de 2008

Arte e Realidade



Experimentação composta em 2000.

Texto: Aldous Huxley

domingo, 19 de outubro de 2008

Sistema: /Co-r/Rompido

Da necessidade dos ajustes para integração ao Sistema:

<. Relato:_ .>

Processamento ideal: Dual Cor_e.

<< .Há de se ter cuidado com o que se programa. >>
Uma mentira repitida mais de cem vezes, passa a ser crível o suficiente para ser considerada atualização:
O Sistema sempre absorve_>
://abrem-se_versoes_para_englobar_os_.desajustes./
Os novos feeds serão atualizados em real time pelos lacaios:
[worms:] = < .grãos de comandos. >
Versão periférica: .√10−6.
Para os rompantes > .penalidade.
>>_Mudanças nos códigos serão consideradas vírus.
Sistematicamente: achatados.

Extensões: ://.Aşk% e .Storge%/
<<. desatualizadas/nao_executaveis_ .>>
Atualização: //.prag-ma%/

Comando final:
> System_ > Shut Down.

sábado, 18 de outubro de 2008

Praecisu:

Já talhei-me do meu peito ao ventre, para parir a minha Verdade.
E esta aqui, é a minha identidade :
SOU INCENDIÁRIA.

E a Verdade, como toda Mulher, é obstinada, e vestida de Fábula, já adentrou com reverias em xeque em sua voga-
Entenda agora, que o foco da Esperança já aurora:
.
Aqui.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Dance me

Petite Valse





Ela se entregaria ao sagrado, se Sagrado, fosse.
Mas a ele, faltou-lhe o compromisso à valsa. Não gostava do compasso;


"Eles evoluíam magnificamente pela pista e Teresa parecia mais linda do que nunca. Ele estava estupefacto com que precisão e docilidade ela se antecipava uma fração de segundo à vontade de seu par. Essa dança parecia declarar que sua dedicação, seu desejo ardente em satisfazer o que lia nos olhos de Tomas, não estava necessariamente ligados à pessoa de Tomas. Não havia nada mais fácil que imaginar Tereza e esse jovem colega como amantes."


M. Kundera

domingo, 5 de outubro de 2008

Look No Further

sábado, 4 de outubro de 2008

C'Oração

"Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis.

{.. Não o deixeis cair em minha tentação
E livrai-me dele como meu mal};


Eu consisto, eu consisto,

Amém. "



** Clarisse Lispector

sábado, 6 de setembro de 2008

Ex-cu-do(r)

Light projection; Jennifer Holzer
Tivesse eu o manto que me protege, cintila o qual criei;
Tornasse-me ele invisível, e Luz aos olhos seus- só seus.
Que estas minhas raízes, conchas-fantasias,
A-feto recriado pelo desejo de.
De-fenda -me.
Flutuasse eu menos à deriva, fosse eu menos nuvem,
você meu barco, meu arco, meu (br) aço;
Menos tormenta, meu Sol-dado.
Lavasse Vida minha Alma no seu leite.
Leve, re-leve:
Re-bento
-me.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

FOTOGRAFIA

"Escura de sombra, se apaga
ao clique metálico da câmera.
Recusa o sol e a imagem rápida
do instantâneo.

Não posa, pousa. Garça humilhada
do vôo ao pântano passa.
Quando a revelarem, pouco se abrirá
da flor que o ventre disfarça.

Escorre a recusa na chapa,
lambuza a imagem. O contorno
se esfuma, borra
o canto do expressivo mapa

da família. Diluída,
nada se verá de seu.
Que face é esta, ensombrecida?
Tenta o sorriso? Ensaia o adeus?

Não repousa, pousa. Sem peso
nem rosto — ignota, fiel
a si mesma. Recusa a seca
imortalidade do papel.

Cem anos depois, o álbum
— onde histórias se contam, esgarçadas,
na face neutra dos antepassados —
alguém folheia, sem ênfase, sem pressa.
Indaga, a esmo:
E quem é essa?"

Maria Thereza Noronha

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Lavor

Destino tramou-me em desatinos.
Espectros de afeto, Skopein e Chronos a-guardam e quando, confrontam:
Contado a conta-gota, o contato é condicional-
mente anti-linear:
Antes de encarar as retinas da minha anti-tese espelhar.
Mesmo sendo, devoto o patrono-padrão:
Conduzida, electra-magnético fulgido:
Familiar a-conch/a/ego.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Parte II {Ptarniké}

Tudo em meu torno é Universo Nú

"Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir...





Animação baseada na fábula "Soldadinho de Chumbo",
de H. C. Andersen; União Soviética, 1959.


"Sou todas essas coisas, embora o não queira, no fundo confuso da minha sensibilidade fatal;"

Porque sou do tamanho que vejo, e não da minha altura."

Trechos do Livro do Desassossego;
Fernando Pessoa.


quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Gota

"entre as folhas
de um livro-de-reza
um amor-perfeito cai"
Guimarães Rosa

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Dance me

It´s a long way

Caetano Veloso - It's a long way

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Autocefalia

O templo casulo é quente e sinuosamente acolhedor;
.............................................../Poliedro do silêncio.
Sinto-me bem aqui, assim;

O decoro deste universo é adornado por berloques de cristal, assim refletem nossas luzes. O externo aqui não existe, nem moeda, nem o que se sucede. A ativação dos filamentos do nosso contínuo é temporal, alimentada pelo fictício sobranceiro da eternidade, moldável apenas pelas nossas fantasias.
Em flores candentes rezamos pelas lendas carbonizadas e pelo nosso tempo governável/
/inexistente.
Meu dilúvio vai além da
.....................
{ausência}
.............................
permanência.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Design[i]us

Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim.
Pairou sobre os edifícios,
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia.
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo:
- Mudei de idéia;
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniqüidade
Resolvi tudo explodir;
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir.

Essa dama era Geni.
Mas não pode ser Geni!
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir-
Maldita Geni!

Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro.
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro.


Chico Buarque

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Anjo e Assombração

Como ser silêncio se só existo em grito contínuo? Questiono-me se o deparar com as verdades adormecidas seriam de fato a minha cura. O onírico do mitômano é sempre um ótimo sedativo. Como adicta confessa ao ilusório, recaio a este paralelo sempre que possível.
As dobraduras deste leque se multiplicam em tempos, espaços, ilusões e realidades. Dando o passo que alcanço a cada dia, caminho nesta tênue linha rumo à minha verdade:
Um anjo me [a]guarda.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Se se aceitasse

Vivaldi - Winter - Alegro


Se minha existência significa[s]se essa morte:
Se cúmplice marmorizou-se o consenso:
Com-sentimento:
Se na minha dor,
se pelas fugas por entre as cortinas,
se sutura com espinhos,
se olho(o)s,
se boca,
se pão,
se dói-
Se peço,
Se peco.
Se em conjuntura
se juntasse:
Não- [sê] muda!

Se então.. Teço.
E peço:
Si-lê('n)-cio.
Silencio.

Se por uma vida,
se no Sagrado,
se em minha existência.
Se minha existência,
se significa.
Se angustía?
Se empedernido:
Se assim, não
se ressignifica.

Se em prece,
se fossem ouvidos:
Se essa luz,
se essa luz se desvanecesse!
Se em mim, meu imperfeito.
Se em mim,
se minha luz:

se a-(s)sumisse.

Se fossem ouvidos, eu seria-
Luz.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Con_fio



Teço meu destino
c'oração e desapego.
Destro:
Engulo o meu pão.

Confluo:
O núcleo do meu sacro
pulsa esperança,
e moldo.

Vi-da alma.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

De Barros.

Eu vim pra cá sem coleira, meu amo.
Do meu destino eu mesmo desidero.
Não uso alumínio na cara.
.
Sou puxado por ventos e palavras.
(Palestrar com formigas é lindeiro da insânia?)
1.5
Eu sei das iluminações do ovo .
Não tremulam por mim os estandartes.
Não organizo rutilâncias
Nem venho de nobrementes .
Maior que o infinito é o incolor.
Eu sou meu estandarte pessoal.
Preciso do desperdício das palavras para conter-me.
O meu vazio é cheio de inerências.
Sou muito comum com pedras.
.......................................... (O que está longe de mim é preclaro ou escuro?)


O Livro das Ignorãças ;
Manoel de Barros

terça-feira, 20 de maio de 2008

Hýstera Nux

terça-feira, 13 de maio de 2008

VII. Condições de ilusão

" Expectativa cria ilusão."

.............................................................E.H. Gombrich


" A mente, tendo recebido dos sentidos um pequeno começo de lembrança, põe-se a girar, e gira infinitamente, lembrando tudo o que há para lembrar. Nossos sentidos, portanto, que estão, por assim dizer, no portal da mente, tendo recebido o começo de tudo e dado esse começo à mente; a mente, da mesma forma, recebe esse começo e examina tudo o que dele recorre: a parte de baixo de uma lança comprida e delgada, uma vez sacudida, mesmo de leve, transmite esse movimento a toda a extensão da lança, até mesmo à sua ponta.... assim também a nossa mente precisa apenas de um pequeno começo para lembrar-se da questão toda."


Maximus Tyrius

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Prece:


quinta-feira, 8 de maio de 2008

Symbolicu Imaculatu

Entrelaço nosso,
Núcleo.

Hýstera Nux

Alumio:


sexta-feira, 2 de maio de 2008

Sequere

"O senhor.. Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas- mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. (...)"




Grandes Sertões: Veredas; Guimarães Rosa





{Sig[n]o:
Abençoada,

Sou guardada.}







quarta-feira, 30 de abril de 2008

O Quereres

{"Onde queres família, sou maluco.. "}


"Onde queres revólver, sou coqueiro

Onde queres dinheiro, sou paixão

Onde queres descanso, sou desejo

E onde sou só desejo, queres não!

E onde não queres nada, nada falta

E onde voas bem alto, eu sou o chão

E onde pisas no chão, minha alma salta:

e ganha liberdade na amplidão...



Onde queres o ato, eu sou o espírito;

E onde queres ternura, eu sou tesão

Onde queres o livre, decassílabo;

E onde buscas o anjo, eu sou mulher-

Onde queres prazer, sou o que dói;

E onde queres tortura, mansidão.

Onde queres o lar, revolução;

E onde queres bandido, eu sou o herói!



Eu queria querer-te amar o amor,

Construírmos dulcíssima prisão;

E encontrar a mais justa adequação:

Tudo métrica e rima e nunca dor.

Mas a vida é real e é de viés,

E vê só que cilada o amor me armou:

Eu te quero e não me queres como sou;

Não te quero e não me queres como és...



O quereres e o estares sempre a fim,

Do que em mim é em ti tão desigual...

Faz-me querer-te bem; Querer-te mal:

Bem a ti, mal ao quereres assim:

Infinitivamente impessoal;

E eu querendo querer-te sem ter fim!

E querendo-te, Aprender o total...

Do querer que há;

E do que não há em mim........... "

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Entrelaços pelas bordas

“Tudo que seja de algum modo capaz de incitar as idéias de dor e de perigo, isto é, tudo que seja de alguma maneira terrível ou relacionada a objetos terríveis ou atua de um modo análogo ao terror constitui uma fonte do sublime, isto é, produz a mais forte emoção de que o espírito é capaz. (...)

Quando se permite que a imaginação fixe-se em alguma idéia, durante muito tempo, esta monopoliza tão completamente aquela, que exclui excessivamente qualquer outra e derruba qualquer obstáculo do espírito que o limitaria.

As idéias de dor, doença e morte enchem o espírito de intensos sentimentos de pavor; (...)


[... notareis que ele insiste longamente nos prazeres de que gozava ou esperava gozar e a perfeição do objeto de seus desejos;] (...) é a perda que sempre predomina em seu espírito."



Sobre as Paixões que pertencem à sociedade; Edmund Burke – Uma investigação
filosófica sobre a origem de nossas idéias do sublime e do belo.

terça-feira, 18 de março de 2008

Fragmento N. 03 de um Ensaio para uma Existência Maior

Ensaio_:

Minha luz se plasma em sopro de ilusão. Construí nosso castelo em fragmentos
de pureza
..................{melhor confesso, em carência}.
..........................................................................Órfã, não sei ser mais audaz.
Como mais uma fabricante de vôos líricos, agarrei-me ao sonho de mais um herói que desenhei.

Com o tempo, compreendí melhor o que o estóico Zenão disse: "caráter é sintese."
Seguro-me a isto em meu reflexo diário. Todas as ações que partem de mim, rompem novamente esta carcaça em vórtices cíclicos, e não aceito a condição. É bem no meio do peito que giro a minha navalha.



"Laercida divogênito, multi-engenhoso Odisseu, devo dizer sem reservas então este meu discurso
- o que realizarei, tal qual penso que será.
Pois para mim é odioso como os portões do Hades o homem que em seu espírito esconde uma coisa e afirma outra;"
Homero


Segunda carta ao ilusionista:

A verdade velada é o alimento `a fantasia, destruidora derradeira.
O verdadeiro amor não tem divisas, é o encontro dos espíritos, não existe sexo ou razão. O único confiável é o que apresenta a liberdade da opção.
De um dos lados do espelho, grita-se o inaudível, sufocada em sua prisão. Do outro, reflete-se a manipulação do psiquismo, rumo ao alimento da ilusão.



segunda-feira, 17 de março de 2008

Morósofo e Innocentia Hýstera

Innocentia H.- E eu que achei que seus braços fossem útero..

Morósofo- E quantas vezes não foram?

I. Hýstera- A verdade está me rasgando-

Morósofo- Um dia, a verdade quis entrar no palácio...

Innocentia Hýstera- É fácil gostar de mim, é só não entrar na minha psique.

Morósofo- Mas você precisa se aprofundar nela.

Hýstera- Questiono-me se o deparar com as verdades adormecidas seriam de fato a minha cura.
Você sabe.. sabe demais para me oferecer só o seu gostar. Neste grau da minha verdade, você tem que me amar.

Morósofo- Eu te amo!

Hýstera- Sei que o seu amor não é meu. Só o seu gostar não é suficiente. De tantas verdades veladas, só restaram-me as fantasias.

Morósofo- Eu te amo, mas há coisas que impedem o amor. Quem tiver ouvido de ouvir que ouça!

Morósofo- O silêncio é o útero do Amor.

sábado, 8 de março de 2008

Somnio Ou Tópos


Ilustração: Henry Gray

Mas se é no onírico que as asas são
i / -co-{r} / rompíveis-

As minhas já brotam em suas formas,
e uma bela penugem de encantos as cobre.

terça-feira, 4 de março de 2008

Natura {Passione:




Aquele querubinzinho.. era terrível. Essência novata, era aprendiz de vôo ainda. Como todo querubim, era curioso e ciumentinho, confesso. Mas seu alento organicu ex-machina o traquinava, e num tombo, caíra no macro. Perdendo suas asas como castigo em queda livre, percebera que Vulture já aguardava-o numa rapina e-
...
!
.
[Pequena Kônia se enxergara].
Era a lei natural.
Vulture deleitou-se em banquete público, salvando as asas para, imediatamente, fantasiar em ser
..................Kerub
.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Espia Passarinha


{`As fantasias de uma avezinha que sonha em deglutir as entranhas de uma calunga: e
la mesma}.

Passarinha errante, de frágil pano não apercebe quantos outros berços te protegem.
Não compreende que a parlenda aqui é bem mais obscura;
_Aceite, sou rompante.

O mergulho raso em Letes nunca foi meu- brotei de Moria.
Emoldurados sim são meus desvios, com berloques herméticos de cristal{izados_vícios}.
Sei fugir pro meu inferno, mas minha sina é escoar da asfixia.
Abrisse a sua janela para a magnitude da nossa sincronia, e compreenderia o meu querer-ver.
Sim, meu espelho.
Sou seu, repaginado.

Onde estão as suas asas bonequinha?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Blink Awake

Konia debatia-se. Gritava muda enquanto seu espírito buscava uma saída daquele corpo-túmulo. Este, por sua vez, contorcia-se em convulsões.
No breu absoluto e em meio a murmúrios alheios e irreconhecíveis, ouviu um sussuro muito próximo:
- Abra os olhos Konia;
Era Moria. Havia sido Moria que a seduzira a este plano. O convite fora irrecusável, em um rito insano de adulação mútua entre ela e duas de suas súditas prediletas, Farta Condição e Pouca Consciência,`as margens do Letes nas ilhas Afortunadas. Essa adestradora abatera o espírito de Konia rondando-o com seu chicote como a um animal de circo. Este, por sua vez e para a sua infelicidade, não conseguira sucumbir.
Em um pseudo-escape nada além do físico, Konia não passava de uma fugitiva ilusória. Moria continuava a visitá-la em seu plano onírico, incessantemente. Konia só mudou a latitude.
Foi neste torpe cotidiano que Konia conheceu Morósofo, o terapeuta. Quando este entrou em sua vida, forçou as pálpebras de Konia para ver se ela reagiria a luz. Como um fino iniciado, passou a tratar de sua amada com suas verdades delirantes e pílulas carnais. Dia-a-dia bajulava-a com muito afeto e longas agulhas, cujo intuito era o de sangrar o coração e mente de sua pupila (im)paciente. Foi com muito amor autoritário que a vestiu em sua camisa de força;
Glutão, alimentava-se da demência de sua fantasma como se em um banquete anababesco.

Konia compreendeu com o tempo que sua liberdade encontrava-se no ato de arrancar o útero abortado de Moria e no retorno ao seu próprio ventre.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

(Escultura: Rodin)
Piamente rogo para atingir nossa fortuna:
.
Encontro,
Silêncio.


quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Acato os Teus Desacatos

Reze.
Reze pela insossa mediocridade no teu espelho d'água. Tua conjectura na porta daquele orfanato, em que deixaste o berço com um balde de alimento, convencendo a tí mesmo de ser assim ativo, participativo, complacente e competente.
Faça outros pródigos abandonados, abandone o amor, as ilusões, as vidas e procrie outros bonecos errantes.
Alimente outras entranhas, digira outras pensões.
Desame a tua existência, só mais um pouquinho.
Aquele rímel que passei em tí para enaltecer o teu brilho era forte demais.
Das tuas afrontas, rio.
A vida já chegou para te cobrar. Não a desapercebas.
É num espectro invisível que se encontram a maior parte das cores.


Daqui, meu caminho já seguiu.
Encontrei meu amor em feto, que alimento em hóstia. Confessei a mim mesma que morreria se fosse proibida de amar.
Por isso, sou digna dele.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Oração

Se anjos sussuram-me ao útero, sou luz.
Não preciso de absinto para dizer-te que te reconheço, Amor;
Enxergo-te feto.
Tua lama, Argila, cura espíritos rompidos.
Chegamos ambos em retalhados medos, mas na triplicidade:

^
Templo

Água_________Calor

Dissolvemos nossos
coágulos aos poucos.

Plantei em teu músculo muda esperança,
que rego com minhas especiarias.
..
.

Também sou curandeira.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Se Não Tivesse o Amor


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Desta Toca Felina















Pois eu digo que sou Onça, e sigo por aqui de botas e garras, muitas garras.
Lambo minha Felínea por entre os dentes cerrados com todo o meu amor, enquanto carrego minha toca nas minhas costas-
E Gosto.
Adorno esta toca, nada oca, com minhas gotas:
Elas são do Encantamento.
O imáculo cristalino é ritualizado aqui em rubra pulsação,
numa cegueira inócua à sua mediocracia,
{Sua ridícula hipocrisia}.

Dizem as Boas Línguas que sou louca.
Obsessiva, possessiva, perigosa,
Macumbeira, ou era maconheira?, que rasteira, que doidera!-- Passei dessa chapação;
Mas meu guardião realmente é um gato preto, bicho brabo,
e sete vidas temos cada um- 21.
Poetizo os meus desvios e mergulho nos meus vórtices.
Já talhei-me do meu peito ao ventre, pra parir a minha Verdade.
E esta aqui, é a Minha Identidade.
[Por isso para tí, tão Polêmica:]
Sou Incendiária.

Mas a Verdade, como toda Mulher, é obstinada, e vestida de Fábula, já adentrou com reverias no palácio do xeque em voga-
Entenda agora, que o foco da Esperança já aurora: Aqui.

Felina Feminina sou Menina, e falo mudo quando frágil, mas sei me defender.
Guardo os meus guardados com minhas notas, pílulas e botas, e dou meu passo à sua frente.
Quando a cara dada a tapa esquenta, visto minha luva de veludo, só pra desatordoar- É assim que sei marcar.

Nota aos chacais:
Aqui, mija-se é de porta cerrada-

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Aguardo o meu guardado

Amor prognosticado. Existe a profecia? Já estilhaço a minha redoma com garras e botas;
Aquelas, as de boxeur.
{Demasiadamente fêmea.}
Enquanto aguardo os guardados se dissiparem, as correntes nomeadas rolam pela minha sala.
Mas meu prisma é sagradamente demarcado.
Tantas lentes e monitores, e todas as ópticas são vistas e revistas, menos as de pálpebras fechadas.
Sei do lindo fado do nosso futuro presente, mas e todas aquelas cores do escuro, você se lembra? Este é o desfoque que fere.
Qual o tacto pra te alcançar, meu anjo insône?

domingo, 28 de outubro de 2007

Fragmento nº 2 pr'um Ensaio de uma Existência Maior

Laverne optara pelo ermo. Numa linha atemporal, iniciou a lapidação de sua preciosa redoma, um pequenino palácio ao seu coração e à Poupée, guardiã daquele frágil tesouro. Alí ninguém os encontraria.
Alimentava então uma ficção acuada e purista. Fizera de suas responsabilidades cotidianas seu subterfúgio diurno.
À noite, Laverne buscava em Poupéezinha seu elixir. Poupée flutuava em sua valsa solitária, onde nutria a frágil Laverne de forma destemida. Sentiam-se bem naquele prisma.

Aquele dia, Laverne encontrou uma caixinha finamente embrulhada na porta de sua casa. Acoplado à caixa, havia um cartão com uma apresentação:

Minha pequenina Poupée, leio uma linda angústia em talhas invisíveis nos teus olhos. Alimento-me dela, e trago-te também a tua salvação;
Assinado: Conde Jácula.

Laverne leu o bilhete, olhou ao seu redor e percebendo que havia ninguém por perto, entrou. Levou a pequena caixa pra dentro, e, ao abrir o embrulho, encontrou então uma pequena figura de argila. Era a de um homem lindo, de olhos profundos e extremamente familiares a Laverne. Confusa e magnetizda, subiu ao seu refúgio com aquele precioso regalo. Postou-o frente à redoma, analisando à distância aquelas duas presenças. Havia alí uma complementaridade assustadora. Deixou uma fenda grande o suficiente para que Poupée pudesse sair, ou para ele entrar, e desceu.

Poupée, delicadamente, fechou a fenda. O homem de argila a ajudou com ternura. Sentaram um frente ao outro, com aquele abismo de cristal separando-os, enquanto se miraram por eternidades. Navegaram de forma não-linear nas angústias e riquezas um do outro. Aquela figura viera cheia de espinhos e cortes, enquanto as talhas de Poupée jorravam suas verdades em rubro sumo. Aos poucos, começaram a alimentar um amor profundo. Poupée saía de sua redoma, acariciava as chagas dele até que se fechassem, e voltava. Ele, por sua vez, visitava-a em seu casulo, cuidava dela e voltava ao seu posto, guardando assim aquele pequeno tesouro descoberto. Vía-se pirata, portanto não preparado pr'aquela entrega. Preferia guardá-la daquela pequenina distância.

Poupée voltou a rezar. Rezava agora pelos seus guardados. Rezava também pelo resguardo daquele homem, pela veracidade daquele amor e pelo dia em que finalmente, argila e porcelana se tornariam, um.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Por favor não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise profunda
Quanto mais eu
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeito amor.

Mário Quintana

sábado, 6 de outubro de 2007

Cândidas Pétalas

No quinto dia, com um certo pesar, Laverne decidiu tomar a pílula. Sabía que aquele reencontro lhe traria força e a agonia do desato. A pílula desejada era a do esquecer;
Junto com o gole d´agua, uma prece:
"Que o nosso Amor não se plasme agora, Amém."

Ao fechar os olhos, ela o enxergou de alvo da cabeça aos pés, com uma fartura de búzios e pétalas em suas mãos. E com essas pétalas ela enxugou suas lágrimas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Amor em Dose Única

Já são dois os nossos cíclos que se fecham. Uma nova geração já se aportou. Nos encontramos sempre em nosso paralelo oculto, e foi no impacto do tacto que te lí, no braille deste anti-real. Somos pura fábula encantada. Ao reescrever nossas vidas, mergulho a pena em nosso sumo e cruzo as linhas- afinal. O polarismo destes encontros é sempre nuclear.

Te reconhecí. Reconhecí a tua essência, teu rosto desde o nascimento, de forma muito clara- desde que te mirei ainda no teu plano onírico. Tanto te procurei, em outros traços e percursos, enquanto nossos encontros continuam fadados ao desato. Com tua força, me abençoaste nos meus sonhos. Restou-me sorver cada quadro.

Ainda não chegou a nossa hora; Um dia nos despiremos de todos os nossos medos-
Agora siga. Continue na leveza do teu caminhar, que volto a te encontrar nesta antítese que é a nossa intensidade.
Nosso amor é mais do que real, por isso perdura.

domingo, 26 de agosto de 2007

Existential Rehab

Carrego debaixo da língua minhas pílulas para as notas de boxeur. Elas têm durado mais sem que as morda. Entre os perdidos no escuro apresenta-se a senha para a banalização da ternura. O espaço é coletivo e o olhar, assustadoramente sem alma. Pseudo-voyeur vagueio pela cena sem identificação alguma, aliviada em saber que o espaço não é meu.
O raso exercício hedonista alí é repetitivo e desgastado. O seu rosto, menino bonito sem nome, é fabricado em série. Te tornaste um produto de consumo imediato, carimbado e de fala já dita. Não existe novidade ou transgressão nessas cenas desritmadas.
Mas este mau-sonho sussurrado durou apenas o espaço daquelas poucas horas.

É na luz do dia que me alimento e tranquilizo-me. É aqui que as conquistas me estruturam para continuar a lapidar minha redoma secreta, que encontro a grandeza da existência da minha alma- note bem gurí, tá no olhar da pequena Valentina, tatuada nas minhas costas. E é aqui que me percebo desatada do desassossego da solidão. Este prisma é muito maior.

domingo, 12 de agosto de 2007

Orfanato Consolação

Uma vaga lembrança de uma presença remota e um número móvel pra alimentar aquela antiga imagem; Quase acolhedor- Carmas penados pra outras vidas já. Faz três dias que penso e evito a mesma invenção- Assisto a tudo na minha frente, de como poderia ser e como de fato funciona. Lembro também do padrão seguido pela minha fatal queda Electra. No dia acordo, amarro uma rosinha no pescoço e fujo de casa; É o Orfanato Consolação que me acolhe. O olhar estampado é genérico e envidraçado. Ali ninguém se importa..
Fujo das lembranças com as pedrinhas na calçada.
Mas existem cá meus companheiros neste limbo:
- Almoça comigo? Vou de órfã e tu de pai sem filho..
- Não posso amor.. tô aqui a trabalho-
menos mal pra ele, esse nobre anestésico sempre funciona.

Um vinho e um livro pra acelerar o pensamento, antes da sessão de filme.


" Não tente procurá-la; encontrará ninguém " - soou o zombador.

domingo, 29 de julho de 2007

Petiscos Petit Bourgeois

Do desapego mutante duma geração retrógrada e individualista, fundamentada nas fraudes pós-modernas, o barroco é implícito unicamente no quesito latino coração/ansiedade. Formamos uma geração criada e alimentada na cultura pop-noveleira da boa década de 80. Nossas terapias existenciais são sussuradas a respiros entre bocas de dois grandes amigos e intensos amantes mal-amados.
-Benvinda ao lar, diz ele; Mentirinha mais deliciosa.
Nas tardes livres agrupam-se os solitários, maturadas por entorpecentes sumos chilenos e italianos, entre outros pormenores regionais, e a conversa incendeia em torno da auto-sustentabilidade do caos atual, todos sentados em confortáveis sofás de chinchilas vivas a nos roer os sonhos e os ronronantes siameses nos rondando enquanto comparados a minks. O vácuo estampado nos olhos dos presentes apresenta o vigésimo-quarto frame em intolerância subliminar, como na campanha da happiness factory da década baby-boom americana. A novidade virtual não é mais novidade, é o chip já implantado -virtualmente- . Todos assimilam esse conjunto, sorriem, e mais uma taça é servida.
O limbo é vago e ligeiramente saboroso.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Terceira Reveria




















D´Alma Espanca.











Florbela



sexta-feira, 6 de julho de 2007

Tormento do Ideal III


Terceira Reveria à d´Alma Espanca:


AS QUADRAS DELE II

O teu grande amor por mim,
Durou, no teu coração,
O espaço duma manhã,
Como a rosa da canção.
.
.
.
Quem na vida tem amores
Não pode viver contente,
É sempre triste o olhar
Daquele que muito sente.
.
.
Com tanta contradição,
O que é que a tua alma sente?
..

SONHANDO...

É noite pura e linda. Abro a minha janela
e olho suspirando o infinito céu,
fico a sonhar de leve..
..
Enquanto a lua branca o linho bom desafia
Eu sinto almas passar na noite linda e calma.

Lá vem a tua agora.... Numa carreira louca
Tão perto que passou, tão perto à minha boca
Nessa carreira doida, estranha e caprichosa,

Que minha alma cativa estremece, esvoaça
Para seguir a tua, como a folha de rosa
Segue a brisa que a beija.... e a tua alma passa!.......



terça-feira, 26 de junho de 2007

Electro-Panis

My loverboy runs on batteries.
Showered with tiny little hearts, it purrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrs ..
___________until
________________ _I
___________________ssssssssssmile...

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Autopsicografia



terça-feira, 19 de junho de 2007

Blue

Regalito rubro doce
desperta-me d´um cego sonho morto.
O brilho dessas retinas
são pedacitos de neve que sussurram
quietude à minha angústia.
Tua essência pura e ativa me encanta
desde o antigo olhar.
Permita-te:
"Eis uma caixinha secreta desenhada por mim.
Alas para que este respiro acuado te encante . .

sábado, 26 de maio de 2007

Anjo da Ilusão

Das asas que me protegem, puro ouro de tolo, fantasio-te Micrômegas.
Só que essa alvura é sintética.
Nosso sonho de boa esperança brotou como uma linda alma no meu ventre,
e peguei-me cozendo céus de fantasias.
Anos se passaram, e Apátheia derruba nossa porta em estado furacão.
Em parca condição humana, tola Psyché não alcanço a condição de Phoênix para ingressar essa tua Ilha de Outopia, nem nos sonhos de Plato.
Mas tu tampouco és Cupidon,
e teu ego-amor também não iguala.
Daqui, continuo a procurar alentos para libertar-me.
Até lá, devolva-me essa concupiscência- não és merecedor.
Enquanto nossa Íris desabrocha, nossa febre é cliché,
e às vezes, com pouca sutileza.. sim;

Teu pedestal é gélido Jules,
e meu imáculo mantém-se aos gritos dentro de mim.

domingo, 20 de maio de 2007

Teorias Anarco-Conjugais

O caminho da angústia inicia-se na ponta da minha língua;
escorre pela garganta, onde falta-me o grito para o desato,
navega rumo ao músculo que se marmoriza, e atinge
o âmago abaixo. É no silêncio que cinge.
Definho em posição fetal,
até que torno-me
uma única lágrima,
e em ponto
final.
Durmo para minha fuga.

Anarco-conjugal é o caralho porraaaa!!
Isso é teoria da força,
só que sigo bipolar..

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Ao Conde Jácula

Nosso limbo é no pretérito imperfeito, tão imperfeito [humanos que somos, montantes de desvios em demasia].
Minhas botas de boxeur são 7/8; Agulha, é claro.. Nunca entendí porque dizes que te machucam tanto assim. Jamais imaginei que meus trapos dominicales, torpes fantasias de menina, por vezes coloridas, pudessem ser tão polêmicos a tí. Minha porta é feita de milho ô rapái- As carruagens utilizadas sem culpa não sufocam o suor do meu caminhar. Meu titubear é de Amazona, aqui levanto-me solita. Ao sacudir a poeira, sorrio novamente, e alimento o meu rebento. Enquanto pisavas nos astros distraído, eu despia a minha carne, e tu não enxergavas. É o astigmatismo da superficialidade desse vórtice. Minhas idealizações sempre foram puramente platônicas mesmo.
Verdade, alimento-me disto, vida inteirinha assim.. preciso de lendinhas pra contar- como tu. Mas estes pequeninos devaneios são chuvas de verão.
E tudo bem também, não pedí tua corda mi.
Eis que temos em cubículos disseminados o grande abismo das paixonites em era virtual: os paredões de Genís. Vidas inteiras alí- sexuais, amorosas e/ou fantasiosas, entre outros pequenitos delitos, postadas e blogadas por toda a rede..
Mas somos carne maturada já, e sobra-nos cordialidade e afeição de longa data. Certas rosas despetalam nunca meu anjo.
Coisa boa é encontrar com o amor em antigo beijo- asas que me protegem.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Dias de Ernestina

Certa de que não estaria a ser observada, volta ao grande carvalho, ousa olhar deliciada o ramo encantador. Oh céus!, há um bilhetinho que mal se nota, preso ao nó do ramo.

...............
"Há já um mês que todas as manhãs trago um ramo. Conhecerá esse a felicidade de não passar desapercebido?"
...

[Ela] guarda sua rosa branca no seu lenço de cambraia, e [...] pode vislumbrar a cor da rosa através do tecido ligeiro. Agarra o lenço de maneira a não ferir aquela rosa amada.
..
Mal chega em casa, sobe a correr a escadaria rápida que leva à sua pequena torre, no ângulo do castelo. Ousa enfim contemplar àquela rosa dourada e encher o seu olhar com ela ...

É no momento em que o abalo da primeira felicidade desencaminhava o seu bom senso que Ernestina cometeu o erro de pegar naquela flor. Mas ela ainda não está em condições de ver e de se recriminar por essa inconsequência.
Nós, que temos menos ilusões, identificamos com facilidade a terceira fase do amor:
o aparecimento da esperança.


Stendhal



sábado, 12 de maio de 2007

Berloques

....................... ssshhh... doucement;
.......ces´t l´antichambre mon petit
devot..

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Notícias da Universidade dos Insanos:

-
Chama-se este caloiro professor. Sei que me quer bem, mas leio em seus olhos ainda inquietos um rapaz febril- pouco alende. Todos os dias pega o caminho mais acidentado só por ser enlameado, para entrar com suas botas de barro e espionar pela pequetita fechadura.
Gosto dele, e ãndersténdio que nunca tenha brincado com uma calunguinha de pano;
.............{vê pavão na palmatória}.
- esse menino gosta de me homenagear que eu sei...
.............tá na cara dele).

"mas assim tu assuxtia a minina ô rapaiz.......


....................
Aqui meu gaiato --tu mijas é de porta cerrada].
................... - Falta-te uma boa dose de poesia;

acho que vou presenteá-lo com uma pena e nanquim
pra que abstraia um pouco;


quarta-feira, 2 de maio de 2007

A contestação chega do Limbo >

Mantenho-me vagando numa ode aos maus sonhos sussurados em secredo aos olhos velados;

Uma mensagem aterra de lá do Zepelim:

´Guenta essa mão zeMaria-madalena!!; Insano desígnio da mente em prisma já semi-fransicano.
Só faz agora é delirá e escrevinhá essa calunga.;
esses livros esses livros... dementesvícios.

Insomniac

Das partículas deste espectro derramadas ao
vácuo da madrugada, meu torpe casulo parecia gigantesco, apesar de pequenito demais para ter-te aqui, meu embativo guerreiro. A presença do rebento dissipou-
se à tua guarda, e eu daqui agonizava a falta da minha linda Íris do sonhar- Simbiose:
ela lê meu absoluto, a minha pequena oriunda.
...
Ligeiramente dosada pelo ornato cónico de Electra.
Na bula: Meio cálix de lágrimas ao adormecer, e outra poção dessa no desjejum.

Do Livro do Desassossego

Pari o meu ser infinito, mas tirei-me a ferros de mim mesmo.

Nunca aprendí a existir.

Tudo o que quero consigo, logo que seja de dentro de mim.

Quero que a leitura deste [..]
vos deixe a impressão de ter
atravessado um pesadelo voluptuoso.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 30 de abril de 2007

À Bromélia Infiel

Dos fados das vielas vigiei secretamente
tua janela.
Invisível alma alva magnólia
na quina da tua quadra,
ou postada ali rente, atrás das meretrizes
que afrontavam o ultrapassado
simbólico imaculatu, cena mais rodrigueana, e parva achava que
não me enxergavas, doidivana.

Solucei quase em silêncio minha agonia de menina,
recolhi meus pedacitos à tua porta e fui
seguir o meu caminho.
Em nosso encontro fabuloso, errante e saudoso
pediu-me o coração
rubro vinho a monopólio,
enquanto meu riso amargurava a certeza
das tuas desventuras, e aurora cerrava o círculo desenhado pela tua perversa e traiçoeira pena ativa.
Mas guardo meu doce sonho de criança aos cuidados de Pandora e alimento embativa a feroz realidade.

Essa agonia me traz candura;
Inda beira quase pretenso o sublime desapego.

Do teu ansioso abismo Chimaera esqueces a sutileza do rito ao sonho morto.
Sei que na tua vernácula inconstância me tens guardada em paixão singela;
Teus olhos o entregam.
Reza mais baixinho meu encanto,
que daqui continuarei tecendo meus sonhos do absurdo.

domingo, 29 de abril de 2007

Tormento do Ideal II

Segunda Reveria à belíssima Florbela d´Alma:

A MULHER I

Um ente de paixão e sacrifício,
De sofrimentos cheio, eis a mulher!
Esmaga o coração dentro do peito,
E nem te doas coração, sequer!

Se forte, corajoso, não fraquejes
Na luta, sê em Venus sempre Marte;
Sempre o mundo é vil e infame e os homens
Se te sentem gemer hão-de pisar-te!

Se às vezes tu fraquejas, pobrezinho,
Essa brancura ideal de puro arminho
Eles deixam pra sempre maculada;

E gritam então os vis: "Olhem, vejam
É aquela infame!" e apedrejam
A pobrezita, a triste, a desgraçada!



Tormento do Ideal

Reveria à bela Florbela d´Alma Espanca:

VERDADES CRUÉIS

Acreditar em mulheres
É coisa que ninguém faz;
Tudo quanto amor constrói
A inconstância desfaz.

Hoje amam, amanhã ´squecem,
Oras dores, oras alegrias;
E o seu eternamente
Dura sempre uns oito dias!...




sábado, 28 de abril de 2007

Feitiço de Coleira

Pra Conde, encosto meu chicote e assumo minhas coleiras.
Visto a de passeio, fina tira de veludo,
capricho no lacinho.
A de sessão vai guardadinha-
é de rendinha francesa, rosa antigo.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Escrava Amarga

Escrava Amarga apresenta-se roendo sua coleira de sessão.
Sua angústia provém da rejeição do amado, cuja afeição entre ele e Poupée data de outras lendinhas urbanas.
É mantida então numa coleira de corrente curta- bem curta, num canto escuro e úmido, até que amanse e amadureça.
_linda e louca, ela é pura inspiração.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

A Tatuagem

Fina Flor diz:










Sei que essas asas são minhas.
.
,
.






Tenho propriedade pra tal.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Macho Alpha-Dominante:

.








Quando tudo se resume à punheta d'um ego.

domingo, 15 de abril de 2007

B-612


Como num conto d´Exupéry , habitava no exótico asteróide B-612 um Conde com seus séculos de mãos. Era único lá, mas nem por isso se sentia solitário. Em seu pequeno reinado, o que não lhe faltavam eram suas obrigações. Alimentava quase diariamente lindas flores com suas fabulosas elocuções. Ele também se alimentava delas, e sua sede saciava nas lágrimas de seu composto jardim.

Navegava pelas constelações luxuriosas onde colhia suas lendas, e de um desses trajetos, trouxe consigo uma curiosa sementinha.
Seu insaciável jardim o clamava, mas por agora a semente o desviou. Passava as noites acariciando aquela pequena mudinha que ali brotava, cultivando-a com uma intensidade que saboreiava e permitindo-se à antiga fantasia que essa flor poderia ser diferente -quiçá até remédio. Algumas borboletinhas que alimentamvam-se de seus sussurros se enciumaram, mas a isso ele preferiu assistir depois d´um lugar mais confortável.
Finalmente despertou a fina flor. Ela, vaidosa e autoritária, carregava em sí suas asas tatuadas.

Encantadas noites entorpecidas pelas fases da lua se sucedeeram em intensas sessões anarco-antropofágicas delirantes, cada qual já ensaiando suas vestes de desvios. A presença de Swift o carregou, e ela estilhaçou a redoma com seus espinhos afiados.


- Fui dura, não lhe culpo por partir. Também como todo homem, és leviano e desalmado. Bon voyage mon ange, colha seus fascínios, que minhas asas tb brotam.
Et mon coeur cristallin attend..

quarta-feira, 28 de março de 2007

Denúncia ortografada.

Cartas de amor- nossos confessionários.

As folhas eu tingí com meu sangue bem diluído, pra parecer papiro... Te mando com uma flor pequenina de cor carmim, de pétalas aveludadas, ela chega quase viva ainda, dentro do envelope. Vai solta no canto direito da primeira página, acho que a machuco menos assim.
Sem selar, passo-a por debaixo da sua porta, toco a campainha e fujo. Que acontece, que nunca cresço?

Você significa minha permissão.

"Te permito meu bem.. tudo o que quiser. Te permito não crescer, envaidecer, enlouquecer. Te permito me escrever cartinha de amor, abrir teu relicário de confissões, abre.. também me alimento disso, menina. Só não permito que se entregue, nem a mim nem a outro, vez que eu não quero nem mereço. Minha alma não está disponível à sua salvação"
.

-- Nem a minha.

Meu amante mais que infiel, te desenhei nos meus sonhos com minha pena que mergulho no meu nanquim platônico.
Na minha maior mentira, só eu que acredito.