Um olhar traçado e compreendido pela psique da inspirada Magna Laa, que expira Petite Kybele.


Uma boneca de instante, posta em porcelana, trapos e seu pequeno diamante, que desenha seu paralelo entre seus planos fantasioso e absoluto.

domingo, 10 de junho de 2012

Das Ante-câmaras de um Truman:


[Às Internas]

Naquele estranho habitat, havia uma histérica serial, de longos cachos vermelhos, que se chamava Morte. Com sua foice, sempre na surdina, degolava uma a uma das pessoas que me afeiçoavam. 
Morávamos todos em um imenso ringue de patinação, de estilo entretenimento. A nutrição enlatada e rotulada era de pop-milhos sem fim, pronta para o consumo. Clara.mente,  pouco nutritiva. Enganavam-os todos com o sabor Manteiga. A platéia estava sempre presente.
Quase um circo de gelo, (s)em sumo.

Um dia, apareceu um soturno novato, que passava seus dias lendo em sua rede.
Numa noite apagada, ele, observando o movimento local, travou a entidade no gelo com seu joelho, sacou sua navalha e, aos olhos do público, levantou o pulso da Morte, e o dilacerou.


Ela era a minha Ophélia.

O publico, o ovacionou.
Ele, voltou à sua rede, sempre a me observar por entre suas leituras.
E eu, nunca mais dormi.




Sobre as minhas Verdades:





É quase de verdade,
já que é tudo quase mentirinha:


Ela, ainda:

* Esqueci de cobrir a sua gaiola, antes de sair naquela noite para contemplar o luar.
Pobre Eros..

[Outra travessura da minha Meduza de estimação, que alimento no quentinho, em cima do meu criado-mudo]



quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ainda sobre o meu te ar:





Sobre a Constante Irracional [Aka Extrema Razão]


Φ
Apollo, com a força de todas as suas tempestuosas verdades, percebe-se impossibilitado de receber pra si Vênus em seu ciclo, já que esta com-pele-sy em suas três casas decimais = Φ, e Dipolo, seu guia, o aconselha melhor assim. 

Observando-se então em sua órbita de silenciosos lapsos, o pequeno corpo do Amor pouco celeste se mantém a uma distância segura das Verdades do outro.

Contudo nota-se, desta efeméride, em consoante ângulo a olhar(se) nu, um raro alinhamento em tal trânsito: a exata medida Áurea deste encontro que se faz presente para o despertar.
Φ

Tudo em sua Divina proporção:




I Carry You in My Heart

[...]
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart) 
[cummings]

domingo, 3 de junho de 2012

Das Tratativas

Das tratativas (on)de acordo, notadas aos gritos, silenciosos. 
Dois sujos em uma noite perdida, naquela encruzilhada que lhes cabe. Dois minutos mu(n)dos em um maço de Marlboro depois, a roleta gira.

Mudo:
- Acredito que dois autistas não devem se relacionar. É muito rococó pra pouca subexistência.

Gira:
- Isso é escroto.

E Muda,

então
Gira.

- Garçon, mon cher, anote, por favor: uma dose dupla daquela licença poética em que eu exerço o meu direito universal de existir como eu sou? No estilo cowboy à sombra, que o que é meu eu levo pra viagem.

Mudo:
- Roda essa roleta, russinha.

Gira:
- Assine aqui, por favor.
Agulhas, facas, penas e outros utensílios, devidamente guardados em suas botas.
- Me Gira,
e
Mudo.



Do Relicário:

Ainda do relicário das sombras de uma curiosa colecionista:
Alimento nutritivo, tal com-posto de Meus Animais de Estimação.

(Mapplethorpe se junta ao banquete com sua Polaroid)



Desafogo

Após tantas pequenas mortes, Ophélia CRESCE, e aprende, de forma autodidata e em silêncio, a nadar em seus universos de profundidade- não é mais filha de nobres correntes, e não morre mais afogada- pelo contrário, vira exímia nadadora:
Sussuros de Água Viva em seus tentáculos.



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

De dentro de um Nós:

Os nós,os
nós
são só(s)
os que nos interessam.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dos Corpos II:


Sonhei com corpos estelares, em formas de Melancholias preciosas, que se aproximavam rapidamente de mim. Assisti, assustada, a velocidade dessa chegada. Estrelas gêmeas que, mesmo com toda a força magnética dessa cumplicidade, na gravidade do salto ao vazio, se apartam para orbitar a minha pequena agonia.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dos Corpos:



"Graças ao Observatório de Raios-X Chandra, um cientista descobriu dois corpos estelares que se encontram a descrever, em torno um do outro, órbitas tão apertadas, que estão destinados a fundir-se. Os dados indicam que o sistema dessas estrelas deve gerar e transportar energia ao espaço a uma taxa prodigiosa."
(Fonte:Tod Strohmayer.
editado de http://desambientado.blogspot.com/)

Da energia:

Compactada em toda a sua densidade,
não há espaço a ela para que estanque e coagule a jugular.

domingo, 6 de novembro de 2011

lirio

canto: 
(a)morno 
aqui
dentro
de mim, confesso.

cantinho: 
cuidado, frágil.
Desliguei-me todos os monitores externos.
Capto o meu redor só pelas minhas próprias lentes.

Ex-barro em porcelana:

O meu Amor é talento Dele.
O/A guardo em mim para não doer em mais ninguém.

sábado, 5 de novembro de 2011

Chama: Melancholia


De có(r)coras,
observava a Melacholia
e desaguava
pedras preciosas.

domingo, 23 de outubro de 2011

ante o todo:


me (e)leve
em cápsulas de ar
e silêncio
como seu antídoto,
no bolso esquerdo
(o de dentro).

Das Horas


Em alguns segundos
Sonhei com as horas
e um relógio.
de cordas,
que de tantas dadas,
enferrujadas,
a cada movimento de seus braços
era o meu estilhaço.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Afrodite

Afrodite Gata Mansa, após café (da manhã, conforme Homem Legenda) com irmãs de Psiqué:

sábado, 15 de outubro de 2011

Existo

espirro:
ex iogui, ex nadadora, ex menina, ex do ex, e do ex, e do outro ex..
eis que, agora, inspiro,
o meu cigarro.

(*ecologicamente, economizo uma energia sem fim).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sonho em cura

Foi em uma noite chuvosa que entrei naquele compartimento clínico. Era um daqueles salões com mais de mil divisórias, cada qual num paralelo particular; Uma imensa colméia dividida por cortinas. Estava em uma sala de cura. As minhas costas estavam paralisadas- pesavam toneladas. Em uma cadeira de rodas, fui levada ao meu poliedro. Lá fui atendida prontamente pelo nobre espírito. Ele já me aguardava.
Analisou com cautela aquela pilha caótica de protocolos e fotos, e finalizou a consulta com um só olhar. Me disse que só me restaria um caminho; Se negasse a minha salvação, definharia até a morte.
Tive que aceitar a cirurgia.
Seriam implantadas em mim as minhas asas.
Elas eram imensas; As percebia em um encontro de encanto e desconforto, enxergando a sorte a ser assumida como pesada e desengonçada. Confusa, só pensava em como iria me locomover com aquele peso majestoso.

Ainda não concebia a minha redenção.

sábado, 10 de setembro de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sus

Da série Droguinhas; de Mira Schendel

Com tatos revisito fragmentos e reflito o olhar antigo ali re'leito.
Neste agora dentro em outro espaço e tempo,
insuflo afeto e reafirmo a minha essência:
Alumio
e signo meu desígnio:
Traço.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Das viagens ao seu interior:

Da atmosfera que em sonho um dia:
Fui pedir-me em meu corpo d’água, em meio à minha jornada. Parei com a alma em barro, e dei de cara com seu dentro:
“Ô de casa!” “Quem?” “É água, dá pra ajudar alguma?” “Não sei. É sede?” “Vem sendo.” “Tem pouca.” “Dá tudo?” “Como?” “Assim:”
“Ai..” “Isso.. Calma, sou água, sua; [sou] só..” “Mas quer silêncio ou quer asa?” “Asa: Era uma vez sou ela.” “Não sei. Sou homem.” “É?” “Sim, sou Ser.” “Também.”
“Penso que tenho alma, espírito, corpo, luz.” “Tem?” “Sim.”
“Pensei ser felicidade sua. Sou toda, tudo: isso. Coisa: sou tudo menos.” “Eu entendo.” “Eu sei. Mas o que sou então?”
“Sonho, fantasia e luz.”

domingo, 25 de abril de 2010

Natura {Passione:

18 de março, 2008
Aquele querubinzinho.. era terrível. Essência novata, era aprendiz de vôo ainda. Como todo querubim, era curioso e ciumentinho, confesso. Mas seu alento organicu ex-machina o traquinava, e num tombo, caíra no macro. Perdendo suas asas como castigo em queda livre, percebera que Vulture já aguardava-o numa rapina e-
...
!
.
[Pequena Kônia se enxergara].
Era a lei natural.
Vulture deleitou-se em banquete público, salvando as asas para, imediatamente, fantasiar-se em Ser Kerub.


sábado, 3 de abril de 2010

Dos Retalhos

{re-talhos de mim: foque o toque nos detalhes}.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Da Vida: Dádiva Divina


"Sei de muita coisa que não vi. E vós também. Não se pode dar uma prova da existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar. Acreditar chorando."
(Clarice Lispector).

terça-feira, 9 de março de 2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sem mais Nadas


Se um novo olhar entre sem palavras. Cem mais pra quê?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ensembles

Pragma limbs in Ludus, and Eros finds himself lost in Mania, dreaming of Storge. The usage of metrons and electrons to find cognitions in Psykhé, while praying for a bliss and ignoring the ubiquitous relief in Spiritus Asper, resumes this imperfect and intemporal semble, in this rite of unperception of inlihtan. Crack the Sentience, and as the right personas unmingles by fears, the rusted stereoptican blinds this interludium status:





quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Saut Dans le Vide

Daydreaming monochromatically blues' in my immaterial zone:

Photomontage by Harry Shunk of an Yves Klein performance

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Sobre a banalização do Rito:

"Somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos"
(*Exupery)



Re-Seita à Clássica Esbórnia da Mediocrização
e Anti-Sublimação:

{Sempre sob aval-e-ação}:
Altamente cor-rompido, o olhar deve ser previamente glaciado para que agrade ao gosto do sistema. Arranque as asas, os olhos e os miúdos e os reserve, para que sejam servidos frescos e pulsando ainda como aperitivo.
Deixe o resto marinar no medo até que o Espírito se esvaeça, achate a permissividade e a banalize até atingir em banho zé-maria, a máxima da mediocridade para que as lágrimas evaporem. Escalde a carne já sem essência.

O ingrediente sem essência:
A entrega sem entrega, para que não caia do crivo pro frijo, sempre com atenção no revestimento antiaderente, se não, não fermenta:
TUDO é regra ao ponto certo.

M'olho para curar:
Agente amaciador > Iguaria raríssima, fora de catálogo. 


Está na recita: Sempre mais fácil azedar a massa: sue-a até que o sumo suma.
Sirva-se em ponto bleu, antes de passar do ponto. Ou, se o espírito for livre, utilize na brasa o Salte Ar.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

sábado, 7 de novembro de 2009

Das Lembranças:

Foto: Andy Goldsworthy

Ber-linda recaída:

Naveguei pr'aquele antigo porto, seguro firme
Ancorada na deriva da lembrança.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Toca:

Não era um tanto de nada, mas ali tudo era sentido:
A água, a bênção, a Luz e o fruto em símbolo,
naquele en-canto diagramado.
Os vinte anos de presentes passados
e o horizonte que pra ali lhe cabe:
Os desfoques e os focos no lúdico e onírico.
E, no canto de lá, prateleiras de contagotas das nobres mentes e componentes.

Sobre a Mediocridade:

“Ceux de qui la conduite offre le plus `a rire
Sont toujours sur autri les premiers `a medire”.

Moliére.

[Válida Reflexão: ]

“Desprovidos de asas e de penacho, os caractéres mediocres são incapazes de voar até um píncaro, ou de lutar contra um rebanho. Sua vida é uma perpétua cumplicidade `a vida alheia. São hostes mercenárias do primeiro homem firme que saiba colocá-la sob o seu jugo.

São refratárias a todo gesto digno; são hostis a isto. Vivem dos outros e para os outros: Carecem de luz, de arrojo, de fogo, de emoção. Tudo, neles, é emprestado".

I – A MALEDICÊNCIA

O maledicente, covarde entre todos os envenenadores, está certo de sua impunidade: por isso, é despresível. Não afirma: insinua; chega até a desmentir imputações que ninguém faz; contando com a irresponsabilidade de fazê-las dessa forma. Mente com espontaneidade, como respira. Sabe selecionar o que vai convergir com a detração. Diz, distraidamente, todo o mal de que não está seguro, e cala, com prudencia, todo o bem que sabe. Não respeita as virtudes intimas, nem os segredos do lar, nada: injeta a gota de peçonha que assoma como uma erupção aos seus lábios irritados, até que, de toda boca feita em pústula, o interlocutor espera sair, em vez de lingua, um estilete.

Sem covardia, não há maledicência. Aquele que pode gritar, face a face, uma injúria, aquele que denuncia em voz, aquele que aceita os riscos dos seus dizeres não é maledicente. Para sê-lo, mister se faz que trema diante da idéia do castigo possível, e que se oculte sob o disfarce menos suspeito.

O hábito pode tornar-lhes fácil a malignidade zombadora, mas esta não se confunde com a ironia sagaz e justa. A ironia é a perfeição do engenho, uma convergência de intenção e sorriso, aguda na oportunidade, justa na medida; é um cronômetro, não anda muito, mas anda com precisão.

O mediocre ignora isso. É-lhe mais fácil ridicularizar uma ação sublime.”

II – A VAIDADE

“O vaidoso vive comparando-se com os que o rodeiam invejando toda excelência alheia, e carcomendo toda reputação que não pode igualar; o orgulhoso não se compara com os que julga inferiores, e põe seu olhar em tipos ideais de perfeição que estão muito alto, e inflamam o seu entusiasmo.

O orgulho, subsolo indispensável da dignidade, imprime aos homens certo belo gesto que as sombras censuram. Por isso, o babélico idioma dos vulgares emaranhou a significação do vocabulário, acabando por ignorar a gente se ele designa um vício ou uma virtude.
Tudo é relativo. Se há méritos, o orgulho é um direito: se não há, trata-se de vaidade."


O Homem Mediocre- José Ingenieros

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Toca:

Passar dos Passados:
Re-entorno dos meus passos, espaços, compassos e descompassos:

You Don't Know Me

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ensina-me a

Vi-da
minha,
Alma:
Amada,
minha,
Ensina-me a amar,
a querer:
o Bem,
meu bem,
querer.

Meu benzinho,
Ser-me
semeado,
brotada em mim,
de minha Luz,
é Luz minha-
Reflexo meu,
e somos: Uma.
E uma é outra:
Sou sua também,
em synbiosis
Filha, minha:
Nos,(s)os nós.

terça-feira, 28 de julho de 2009

-us

Devolveu seus antigos seus e eus aos seus respectivos eus e aos seus.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Pathos

Leon Ferrari

Olha pra mim, Você.............
Pára de olhar pra minha calça- olha pra mim.............


Esta aqui sou eu:
Sou filha da encruzilhada, e aprendí a deslizar no gelo de pequena.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Caderno Afetivo

Leon Ferrari


"A wounded voice needs a body -by definition mute- "

Luiz Pérez Orama

sexta-feira, 3 de julho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Stop and hear the music:



Recebí via email este vídeo junto com o texto abaixo:

"Em uma estação do metrô, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada um homem, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3milhões de dólares. Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte".

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Respyro et gyro

(Foto: Autoria desconhecida)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Arte destrutiva

(é evidente; Kenneth Kemble)
Re-cordes au Conde Jácula:
"As cabras observavam o visconde com seu olhar fixo e inexpressivo, cada uma em posição diferente mas todas juntas, com os dorsos arrumados num estranho desenho de ângulos retos.
- Meu filho! - gritou a ama Sebastiana e levantou os braços - Infeliz!
- Procura borboletas noturnas milorde? - perguntou o doutor;
Respondeu com um fio de voz - não exatamente borboletas... Fogos-fátuos, sabe, fogos fátuos... Há tempos, isso é objeto de meus estudos;
-Enquanto estudioso o senhor merece alguma contribuição - disse-lhe. - Pena que este cemitério, abandonado como anda, não seja um bom campo para os fogos-fátuos. (..)
Tem que esquecer o fim para o qual servirão. Olhe-os só como mecanismos. Vê como são bonitos?"
O Visconde partido ao meio; Ítalo Calvino

(Obra destruída; K. Kemble)

sábado, 18 de abril de 2009

Traços minha história

Cada linha em meus traços é uma história que eu tenho pra não te contar.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Shot in the back of the head





Music by: Moby
Directed by: David Lynch

segunda-feira, 13 de abril de 2009

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Somnio Ou Tópos

*Marina Abramovich*
..


Pequeno léxico de palavras incompreendidas:
.
A traição. Desde nossa infância, papai e professor nos repetem que é a coisa mais abominável que se possa conceber. Mas o que é trair? Trair é sair da ordem. Trair é sair da ordem e partir para o desconhecido.
O objetivo do que seguimos é sempre velado. O que dá sentido à nossa conduta é totalmente desconhecido para nós.
..
11
Olhava para Thomas. Não tinha os olhos fixos nos dele, mas uns dez centímetros acima, nos cabelos, que exalavam o cheiro de sexo da outra.
Ele a pegou pelo braço e a levou para uma praça onde costumavam passear alguns anos atrás, e disse: "Eu a entendo. Sei o que vc quer. Está tudo arranjado. Agora, você vai ao monte Petrim. Quando chegar lá, você vai entender".
Teresa não tinha vontade nenhuma de ir, mas não podia desobedecer a Thomas.
..
Finalmente chegou ao topo, e lá viu alguns homens. Quanto mais se aproximava, mais diminuia seus passos. Estavam imóveis, ou iam e vinham lentamente. Irradiavam uma cordialidade indulgente. Um deles segurava um fuzil. Ao ver Tereza, fez-lhe um sinal e disse com um sorriso: "Sim, é aqui". Ela o cumprimentou, terrivelmente encabulada.
.
O homem com fuzil acrescentou: "Para que não haja erro, é mesmo a sua vontade?"
Seria fácil dizer dizer "não, não é a minha vontade"; mas lhe era impossível trair a confiança de Thomas. Então disse: "Sim, claro, é a minha vontade".
.
13
Um dos assistentes aproximou-se de Tereza sem uma palavra. Levava na mão uma venda azul-escura. Ela então sacudiu a cabeça, e disse: "Não, quero ver tudo".
Mas não era essa a verdadeira razão de sua recusa. Dizia a si mesma que no momento em que seus olhos estivessem vendados estaria na antecâmara da morte, sem esperança de volta. O homem não tentou coagi-la e segurou-a pelo braço. Ninguém a apressava, mas sabia que de qualquer maneira não poderia escapar. Percebendo à sua frente um castanheiro em flor, aproximou-se.
O homem levantou o fuzil. Tereza sentia-se sem coragem. Estava desesperada com sua fraqueza, mas não podia controlá-la.
.
E então, disse:
.....Não, não é minha vontade!
Trechos: Milan Kundera

quarta-feira, 1 de abril de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

Petite Citation

''Le premier symptôme de l'amour vrai chez un jeune homme, c'est la timidité, chez une jeune fille, c'est la hardiesse.''

Victor Hugo

quarta-feira, 25 de março de 2009

Valentias





Simon Boulenger

sábado, 21 de março de 2009

Das Ignorãnças

Eu vim pra cá sem coleira, meu amo.
Do meu destino eu mesmo desidero.
Não uso alumínio na cara.

.Sou puxado por ventos e palavras.
(Palestrar com formigas é lindeiro da insânia?)
1.5
Eu sei das iluminações do ovo .
Não tremulam por mim os estandartes.
Não organizo rutilâncias
Nem venho de nobrementes .
Maior que o infinito é o incolor.
Eu sou meu estandarte pessoal.
Preciso do desperdício das palavras para conter-me.
O meu vazio é cheio de inerências.
Sou muito comum com pedras.
.......................................... (O que está longe de mim é preclaro ou escuro?)

Manoel de Barros

Rio das Dores

(Foto: olhares.com)

Entrelaço nosso,
Núcleo

sexta-feira, 20 de março de 2009

Cós

A solitária pulsação do cristalino dele, homem amoroso por ela calunga, aquela que de pano e porcelana, muda,
vira e se contorce estática se estica em costura-da expressão,
e vibra o fio n'uma sintonia silenciosa que só deles.
Em meio ao des-a-fio, a magia inexistente dos tempos secos.
No silêncio que cinje pelo vácuo da antecâmara, ela o tira para uma valsa em desalinho. Ou seriam dez, desconsertos ou desses dons da loucura?
Aquela valsa é um ensaio de amor com fi[n]ado, desconfio..

quinta-feira, 19 de março de 2009

A-PARTO MEU A-FETO



Da diretora: Stephane Sednaoui

quarta-feira, 18 de março de 2009

domingo, 15 de março de 2009

My mistakes were made for you


About as subtle as an earthquake, I know
My mistakes were made for you

And in the back room of a bad dream, she came
And whisked me away, enthused

And it's solid as a rock rolling down a hill
The fact is that it probably will hit something
On the hazardous terrain

And we're just following the flock 'round
And inbetween, before we smash to smithereens
Like they were, and we scrambled from the grain
And its the fame that put words in her mouth
She couldn't help, but spit 'em out
Innocence and arrogance entwined
In the filthiest of minds

She was bitten on her birthday, and now
A face in the crowd, she's not
And I suspect that now, forever the shape
She came to escape, it's forgot
And it's a lot to ask her not to sting
Give her less than everything
Around your crooked conscious she will wind

'Cos we're just following the flock 'round
And inbetween
Before we smash to smithereens
Like they were, and we scramble from the grain
And it's the fame that put words in her mouth
She couldn't help, but spit 'em out
Around your crooked conscious she will wind
And it's a lot to ask her not to sting
Give her less than everything
Innocence and arrogance entwined

domingo, 8 de março de 2009

Metanoia


Mulher diz:
Nosso palco, meu teatro.


quinta-feira, 5 de março de 2009

Ramo Torto

Mas se flor não é espírito e nem é morta, só torta,
e quem vive a flor é ela,
e se ela sempre foi a ela e foi tudo é lá e ainda ´qui agora,
e-lá-sombra e finca.
E a namorada é sempre outra;
Agora, é outra:
Que a namorada nem pra ficar.

Ficaria se em vida ela já e ainda: Assombração?
Se seu entraçalho de estranhas são de tantas,
Se sua flor é ela, se é dela-
Amarga, ri d'ela.
Se doente nunca foi de uma e sim de ramos,
e todas são sintoma.

E agora ela, a namorada, parte dela:
Porque nunca viu tal margarida.
Porque é ela a ela e não a outra.

aParto, aMargarida.

Asas-Sina, Aka Água-Viva.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sistema: /Co-r/ Rompido

Da necessidade dos ajustes para integração ao Sistema:

<. Relato:_ .>

Processamento ideal: Dual Cor_e.

<< .Há de se ter cuidado com o que se programa. >>
Uma mentira repitida mais de cem vezes, passa a ser crível o suficiente para ser considerada atualização:
O Sistema sempre absorve_>
://abrem-se_versoes_para_englobar_os_.desajustes./
Os novos feeds serão atualizados em real time pelos lacaios:
[worms:] = < .grãos de comandos. >
Versão periférica: .√10−6.
Para os rompantes > .penalidade.
>>_Mudanças nos códigos serão consideradas vírus.
Sistematicamente: achatados.

Extensões: ://.Aşk% e .Storge%/
<<. desatualizadas/nao_executaveis_ .>>
Atualização: //.prag-ma%/

Comando final:
> System_ > Shut Down.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Wash up my Dreams


Cliffhangers in marshmallow bruises.
.
{Hasn´t she always hallowed her allegories..?}

Stay Lightened

"[..] A sweep is as lucky
As lucky can be:
Good luck will rub off when
I shake 'ands with you
Or blow me a kiss
And that's lucky too

Now as the ladder of life
'As been strung
You may think a sweep's
On the bottommost rung

Though I spends me time
In the ashes and smoke
In this 'ole wide world
There's no 'appier bloke

Up where the smoke is
All billered and curled
'Tween pavement and stars

When the's 'ardly no day
Nor 'ardly no night
There's things 'alf in shadow
And 'alf way in light"



R. Sherman

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Electropanis

My loverboy runs on batteries. Showered with tiny little hearts, it purrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrs ..
___________until
________________ _I
___________________ssssssssssmile...

sábado, 31 de janeiro de 2009

The Boy Who Cried Wolf

A shepherd-boy, who watched a flock of sheep near a village, brought out the villagers three or four times by crying out, "Wolf! Wolf!". When his neighbors came to help him, he laughed at them for their pains.
The Wolf, however, did truly come at last. The Shepherd-boy, now really alarmed, shouted in an agony of terror: "Pray, do come and help me; the Wolf is killing the sheep!"; but no one paid any heed to his cries, nor rendered any assistance. The Wolf, having no cause of fear, at his leisure lacerated or destroyed the whole flock.

Aesop.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

domingo, 18 de janeiro de 2009

sábado, 17 de janeiro de 2009

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Lilith


"Sou todas essas coisas, embora o não queira, no fundo confuso da minha sesnibilidade fatal".


F. Pessoa

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Jus


Uma reflexão para se iniciar 2009:



A Parábola dos Talentos


Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus três servos e lhes confiou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro, dois, e a outro, um. A cada um segundo a sua própria capacidade, E então, partiu.

O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a prestar com eles e ganhou outros cinco.
Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dote confiado a ele pelo seu senhor.


Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo : "Senhor , confiaste-me cinco talentos. Eis aqui outros cinco talentos que multipliquei". Disse-lhe o seu senhor: "Muito bem, servo bom e fiel. Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei". E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: "Senhor, dois talentos me confiaste; Aqui tens outros dois que multipliquei". E disse-lhe o seu senhor: "Muito bem, servo bom e fiel; Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei".
Chegando, por fim, o que recebera um talento, e disse: "Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; toma aqui o que é teu".
Respondeu-lhe, porém, o senhor: "Servo negligente e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o dinheiro que lhe foi confiado aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes".


(Mt 25, 14-29)


>> Com-Fio-Te.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

Round Trip: A Pureza do Castelo


A lucidez do instinto opôs o instinto da lucidez: *



* Octavio Paz