Um olhar traçado e compreendido pela psique da inspirada Magna Laa, que expira Petite Kybele.


Uma boneca de instante, posta em porcelana, trapos e seu pequeno diamante, que desenha seu paralelo entre seus planos fantasioso e absoluto.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sonho em cura

Foi em uma noite chuvosa que entrei naquele compartimento clínico. Era um daqueles salões com mais de mil divisórias, cada qual num paralelo particular; Uma imensa colméia dividida por cortinas. Estava em uma sala de cura. As minhas costas estavam paralisadas- pesavam toneladas. Em uma cadeira de rodas, fui levada ao meu poliedro. Lá fui atendida prontamente pelo nobre espírito. Ele já me aguardava.
Analisou com cautela aquela pilha caótica de protocolos e fotos, e finalizou a consulta com um só olhar. Me disse que só me restaria um caminho; Se negasse a minha salvação, definharia até a morte.
Tive que aceitar a cirurgia.
Seriam implantadas em mim as minhas asas.
Elas eram imensas; As percebia em um encontro de encanto e desconforto, enxergando a sorte a ser assumida como pesada e desengonçada. Confusa, só pensava em como iria me locomover com aquele peso majestoso.

Ainda não concebia a minha redenção.

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