Um olhar traçado e compreendido pela psique da inspirada Magna Laa, que expira Petite Kybele.


Uma boneca de instante, posta em porcelana, trapos e seu pequeno diamante, que desenha seu paralelo entre seus planos fantasioso e absoluto.

domingo, 10 de junho de 2012

Das Ante-câmaras de um Truman:


[Às Internas]

Naquele estranho habitat, havia uma histérica serial, de longos cachos vermelhos, que se chamava Morte. Com sua foice, sempre na surdina, degolava uma a uma das pessoas que me afeiçoavam. 
Morávamos todos em um imenso ringue de patinação, de estilo entretenimento. A nutrição enlatada e rotulada era de pop-milhos sem fim, pronta para o consumo. Clara.mente,  pouco nutritiva. Enganavam-os todos com o sabor Manteiga. A platéia estava sempre presente.
Quase um circo de gelo, (s)em sumo.

Um dia, apareceu um soturno novato, que passava seus dias lendo em sua rede.
Numa noite apagada, ele, observando o movimento local, travou a entidade no gelo com seu joelho, sacou sua navalha e, aos olhos do público, levantou o pulso da Morte, e o dilacerou.


Ela era a minha Ophélia.

O publico, o ovacionou.
Ele, voltou à sua rede, sempre a me observar por entre suas leituras.
E eu, nunca mais dormi.




Um comentário:

KImdaMagna disse...

Adorei!!!
Saudade de seus escritos pruridos que arranham a alma...

Xaxuaxo